A Pastoral da Saúde desempenha um papel essencial dentro da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, pois complementa o trabalho de humanização e atua em conjunto com a equipe psicológica para oferecer um atendimento mais amplo aos pacientes e colaboradores. Segundo a coordenadora da Pastoral, Márcia Tessarollo, a missão desse trabalho vai além do cuidado físico e promove um elo entre a Criatura e o Criador. “Buscamos o bem-estar do outro dentro da perspectiva em que se encontra. A espiritualidade, no processo de dor, muitas vezes se enfraquece, e nosso papel é confortar, ouvir e respeitar até mesmo os silêncios que falam pelas entrelinhas”, explica.
No campo religioso, a Santa Casa de Misericórdia conta com o atendimento do Capelão Frei Vilmar OFM e do Diácono Júlio, que ministram sacramentos aos que solicitam. Além disso, Ministros da Eucaristia da Paróquia São Francisco realizam comunhões diárias no hospital. As missas acontecem às terças, quartas e quintas-feiras, às 10h, e, às quintas, a Adoração ao Santíssimo Sacramento se estende até às 15h. Também há o apoio da Irmã Patrícia Read, dos padres da Diocese, seminaristas e frades estudantes, que reforçam a presença religiosa no hospital e proporcionam assistência espiritual aos enfermos e seus familiares.
A música também se tornou um instrumento de acolhimento dentro do hospital. Benfeitoras voluntárias levam conforto aos pacientes através de orações e canções, tornando as terças e quartas-feiras momentos especiais dentro da rotina hospitalar. Márcia Tessarollo destaca que a Pastoral da Saúde se baseia no respeito e no amor ao próximo ao enxergar em cada pessoa um reflexo de Cristo, independentemente de sua crença.
O compromisso com a espiritualidade não se limita à fé católica. A Pastoral da Saúde também abre espaço para que pastores evangélicos realizem atendimentos aos pacientes, sempre que solicitado pelas famílias. Esses momentos de oração e reflexão acontecem de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 14h30. “É muito rico e significativo ver o cuidado de Deus com todos os seus filhos, independentemente da religião”, finaliza Márcia Tessarollo.